Visão embaçada, dificuldade para enxergar à noite e maior sensibilidade à luz estão entre os sinais da catarata, uma doença ocular frequente com o avanço da idade. Saiba como identificar as alterações na visão, quais exames confirmam o diagnóstico e em quais situações a cirurgia pode ser indicada.
A dificuldade para ler letras pequenas, o incômodo provocado pelos faróis dos carros e a sensação de enxergar através de um vidro embaçado podem aparecer lentamente. Muitas pessoas acreditam que essas mudanças são consequências inevitáveis do envelhecimento e demoram a procurar uma avaliação oftalmológica.
Essas alterações, entretanto, podem estar relacionadas à catarata, uma doença caracterizada pela perda de transparência do cristalino, estrutura localizada dentro do olho e responsável por ajudar a focalizar as imagens.
O problema é especialmente frequente entre pessoas mais velhas, mas também pode surgir em outras fases da vida. Em seus estágios iniciais, nem sempre provoca dificuldades perceptíveis. Conforme avança, pode prejudicar atividades simples, como ler, dirigir, assistir à televisão ou reconhecer detalhes do ambiente.
A catarata tem tratamento, e a cirurgia permite substituir o cristalino comprometido por uma lente artificial. A indicação do procedimento, porém, depende das condições do olho e do impacto da doença na rotina de cada paciente.
O que é catarata e como ela afeta a visão?
Dentro dos nossos olhos existe uma estrutura transparente chamada cristalino, localizada atrás da íris, a parte colorida do olho.
O cristalino funciona como uma lente natural, ajudando a direcionar a luz para a retina, onde as imagens são captadas e transformadas em sinais enviados ao cérebro.
Para desempenhar essa função adequadamente, ele precisa manter sua transparência.
Na catarata, o cristalino passa por alterações que deixam determinadas áreas opacas. Com isso, a luz encontra dificuldade para atravessar essa estrutura e formar imagens nítidas.
A pessoa pode começar a perceber tudo com menos definição, como se estivesse olhando através de uma janela com vapor.
O processo costuma ser gradual e está frequentemente relacionado às mudanças naturais que acontecem no cristalino com o envelhecimento.
A catarata pode surgir em apenas um olho ou nos dois, inclusive com graus diferentes de comprometimento. Ela não é contagiosa e não passa de um olho para o outro.
Quando não tratada, pode evoluir e provocar perda importante da capacidade visual.
Quais são os primeiros sintomas de catarata?
Os primeiros sintomas de catarata costumam ser discretos. Algumas pessoas passam meses percebendo pequenas mudanças sem relacioná-las a uma doença ocular.
O tipo e a intensidade das manifestações dependem da localização e do grau de opacidade do cristalino.
Entre os sinais mais comuns estão os seguintes.
Visão embaçada ou sem nitidez
A pessoa começa a perceber que os objetos estão menos definidos, mesmo utilizando seus óculos habituais.
Pode ficar difícil enxergar letras pequenas, identificar rostos à distância ou observar detalhes de uma imagem.
Essa alteração geralmente aparece de maneira progressiva.
Diferentemente de problemas de refração, nos quais a correção com óculos pode proporcionar uma visão nítida, a catarata mais avançada pode continuar prejudicando a qualidade da imagem mesmo após a atualização das lentes.
Dificuldade para enxergar à noite
A redução da visão em ambientes pouco iluminados é uma queixa frequente.
Dirigir à noite pode se tornar desconfortável, especialmente em ruas com iluminação insuficiente.
Algumas pessoas também encontram dificuldade para caminhar em locais escuros, identificar degraus ou distinguir objetos em ambientes com pouca luz.
Essas situações merecem atenção porque a redução da qualidade visual pode aumentar o risco de acidentes.
Maior sensibilidade à luz
Faróis de veículos, lâmpadas intensas e a luz solar podem provocar ofuscamento.
Em determinadas situações, a pessoa percebe halos ou círculos luminosos ao redor dos pontos de luz.
O desconforto pode ser especialmente incômodo durante a direção noturna, quando os faróis dos veículos que vêm no sentido contrário dificultam momentaneamente a visualização da pista.
Cores menos intensas
A catarata pode modificar a maneira como as cores são percebidas.
Tons que antes pareciam vivos podem adquirir uma aparência apagada ou amarelada.
Essa mudança geralmente acontece de forma lenta, dificultando sua identificação.
Algumas pessoas só percebem a diferença depois do tratamento, quando voltam a enxergar cores com maior intensidade.
Mudanças frequentes no grau dos óculos
Outro sinal possível é a necessidade de atualizar a correção visual em intervalos menores do que o habitual.
Isso acontece porque alterações no cristalino podem modificar a maneira como a luz é focalizada dentro do olho.
Em determinadas fases, algumas pessoas chegam a perceber uma melhora temporária da visão de perto, mesmo apresentando catarata.
Essa mudança não representa a recuperação da transparência do cristalino.
Visão dupla em um dos olhos
Alguns tipos de catarata podem provocar a percepção de imagens duplicadas ou sombras ao redor dos objetos.
Esse fenômeno pode acontecer mesmo quando a pessoa mantém apenas o olho afetado aberto.
A visão dupla possui diferentes causas e precisa ser investigada, principalmente quando surge repentinamente.
Como saber se a dificuldade para enxergar é catarata?
Nem toda visão embaçada está relacionada à catarata.
Miopia, hipermetropia, astigmatismo, olho seco e outras doenças oculares também podem provocar dificuldade para enxergar.
A forma como os sintomas aparecem pode oferecer algumas pistas, mas não permite confirmar o diagnóstico sem um exame.
| Alteração percebida | Possíveis características |
|---|---|
| Catarata | Visão progressivamente embaçada, ofuscamento e cores menos intensas |
| Miopia | Dificuldade principalmente para enxergar objetos distantes |
| Presbiopia | Dificuldade para focalizar objetos próximos, geralmente a partir dos 40 anos |
| Olho seco | Visão que pode oscilar, acompanhada de ardência ou sensação de areia |
| Alterações da retina | Manchas, distorções ou perda de partes do campo visual, dependendo da doença |
Essas características não são exclusivas de cada condição.
Uma pessoa pode apresentar catarata e outros problemas oculares simultaneamente, o que torna a avaliação ainda mais necessária.
A perda repentina da visão não é uma manifestação típica da catarata relacionada ao envelhecimento. Se a visão piorar subitamente, procure um serviço de urgência ou emergência, pois pode existir outra condição que necessita de tratamento imediato.
Por que a catarata aparece?
O envelhecimento é o principal fator associado ao desenvolvimento da catarata.
Com o passar dos anos, as proteínas e outras estruturas do cristalino sofrem modificações que podem reduzir sua transparência.
Entretanto, a idade não é a única condição relacionada à doença.
Entre os fatores que podem contribuir para seu aparecimento estão:
- Diabetes: alterações metabólicas associadas à doença podem favorecer o desenvolvimento de catarata.
- Exposição à radiação ultravioleta: a exposição solar acumulada, sem proteção adequada, está associada ao risco de alterações no cristalino.
- Tabagismo: fumar aumenta o risco de diversas doenças oculares, incluindo catarata.
- Uso prolongado de corticoides: determinados medicamentos dessa classe podem favorecer seu desenvolvimento.
- Traumatismos oculares: lesões podem comprometer a transparência do cristalino.
- Cirurgias e outras doenças dos olhos: algumas condições oculares e seus tratamentos podem estar associados à formação de catarata.
Também existem cataratas congênitas, presentes desde o nascimento, e formas que se desenvolvem durante a infância.
Nessas situações, a investigação e o tratamento precisam considerar as particularidades do desenvolvimento visual da criança.
Catarata pode aparecer antes dos 60 anos?
Sim. Embora a doença seja mais comum em pessoas idosas, alterações no cristalino podem surgir mais cedo.
Pessoas com diabetes, histórico de traumatismos oculares ou uso prolongado de determinados medicamentos podem apresentar catarata antes da idade em que ela costuma ser mais frequente.
A catarata também pode ocorrer em adultos jovens e crianças, embora as causas e as características sejam diferentes.
Por isso, a idade isoladamente não deve ser utilizada para descartar a doença.
Quando existem sintomas visuais persistentes, o oftalmologista pode investigar se há alterações no cristalino ou em outras estruturas dos olhos.
Como é feito o diagnóstico da catarata?
O diagnóstico é realizado durante uma consulta oftalmológica.
Inicialmente, o médico investiga as dificuldades percebidas pelo paciente, há quanto tempo os sintomas começaram e como interferem nas atividades cotidianas.
Também são consideradas informações sobre doenças anteriores, medicamentos utilizados e histórico de problemas oculares.
A avaliação pode incluir diferentes exames.
Teste de acuidade visual
Esse exame verifica a capacidade de enxergar letras, números ou símbolos a determinadas distâncias.
Ele ajuda a identificar o grau de comprometimento visual e a avaliar se existe melhora com a correção óptica.
Exame de refração
A refração permite investigar miopia, hipermetropia, astigmatismo e outras alterações que podem influenciar a qualidade da visão.
Esse procedimento ajuda a verificar se a dificuldade visual pode ser corrigida com óculos ou se existem limitações associadas a outras condições.
Biomicroscopia
Utilizando um equipamento chamado lâmpada de fenda, o oftalmologista consegue observar diferentes estruturas do olho, incluindo o cristalino.
A biomicroscopia permite identificar a presença de opacidades e avaliar suas características.
Avaliação da retina
O exame de fundo de olho permite investigar a retina e o nervo óptico.
Essa avaliação ajuda a identificar outras doenças capazes de comprometer a visão e influenciar os resultados esperados de um eventual tratamento cirúrgico.
Em determinadas situações, o médico pode solicitar exames complementares para esclarecer o diagnóstico ou planejar a cirurgia.
Catarata tem cura sem cirurgia?
Atualmente, a cirurgia é o único tratamento capaz de remover a catarata e substituir o cristalino opaco.
Não existem colírios, vitaminas, exercícios para os olhos ou receitas caseiras comprovadamente capazes de recuperar a transparência de um cristalino que desenvolveu catarata relacionada à idade.
Isso não quer dizer que toda pessoa diagnosticada precise ser operada imediatamente.
Nas fases iniciais, quando a visão ainda permite realizar as atividades habituais, determinadas adaptações podem ajudar a conviver com a doença.
Entre elas estão utilizar iluminação adequada para ler, atualizar os óculos quando necessário e reduzir situações de ofuscamento.
Essas medidas não eliminam a catarata, mas podem melhorar o conforto visual enquanto o paciente permanece em acompanhamento.
Quando a cirurgia de catarata é necessária?
Uma das principais dúvidas de quem recebe o diagnóstico é saber o momento adequado para realizar a operação.
A indicação cirúrgica costuma considerar o quanto a catarata prejudica a visão e interfere na rotina.
Não existe uma idade específica que determine a necessidade de operar, assim como a presença de catarata, isoladamente, não exige cirurgia imediata na maioria dos adultos.
O procedimento pode ser recomendado quando a dificuldade visual começa a comprometer atividades como:
- Ler livros, jornais, mensagens e documentos.
- Dirigir, especialmente durante a noite.
- Assistir à televisão e reconhecer detalhes das imagens.
- Trabalhar com equipamentos ou realizar tarefas que exigem precisão visual.
- Caminhar com segurança e identificar obstáculos.
- Reconhecer rostos e realizar atividades pessoais com autonomia.
A cirurgia também pode ser indicada quando a opacidade impede a avaliação ou o tratamento adequado de outras doenças oculares.
A decisão considera os benefícios esperados, os riscos do procedimento, as condições clínicas do paciente e suas necessidades visuais.
É preciso esperar a catarata ficar madura para operar?
Não. A ideia de que a catarata precisa estar completamente madura antes da cirurgia não corresponde às recomendações atuais.
Com as técnicas disponíveis, muitos pacientes podem ser operados antes que a opacidade comprometa severamente a visão.
Entretanto, o diagnóstico de uma catarata inicial também não significa que a cirurgia deva acontecer imediatamente.
Para muitas pessoas, o acompanhamento periódico é suficiente durante determinado período.
Em casos específicos, uma catarata muito avançada pode tornar o procedimento tecnicamente mais complexo. Por isso, esperar indefinidamente também não é uma recomendação adequada.
O oftalmologista avalia a evolução da doença e conversa com o paciente sobre o momento mais indicado para o tratamento.
Como funciona a cirurgia de catarata?
A cirurgia consiste em retirar o cristalino que perdeu a transparência e substituí-lo por uma lente intraocular artificial.
A técnica mais utilizada é a facoemulsificação.
Durante o procedimento, o cirurgião realiza pequenas incisões no olho e utiliza instrumentos específicos para fragmentar e remover o conteúdo do cristalino.
Em seguida, uma lente intraocular é implantada para substituir sua função óptica.
A cirurgia costuma ser realizada com anestesia local, frequentemente por meio de colírios, podendo haver outras medidas anestésicas ou sedação conforme as necessidades individuais.
O paciente geralmente recebe alta no mesmo dia, após permanecer em observação pelo período recomendado.
O procedimento costuma ser rápido, mas sua duração e complexidade variam conforme as características do olho e da catarata.
A cirurgia não exige necessariamente internação hospitalar prolongada.
A cirurgia de catarata dói?
Com a anestesia adequada, a cirurgia geralmente provoca pouco ou nenhum desconforto doloroso.
Durante o procedimento, algumas pessoas percebem luzes, movimentos ou sensações de pressão.
Essas experiências variam conforme o tipo de anestesia e as características individuais.
Depois da operação, pode ocorrer sensação de corpo estranho, leve ardência ou sensibilidade à luz durante a recuperação inicial.
Dor intensa ou persistente não deve ser considerada uma reação normal e precisa ser comunicada imediatamente ao oftalmologista.
O que é a lente intraocular utilizada na cirurgia?
A lente intraocular é um dispositivo artificial implantado no lugar do cristalino removido.
Existem diferentes modelos, e a escolha depende das características dos olhos, das necessidades visuais e dos resultados possíveis para cada paciente.
Entre as opções estão:
Lentes monofocais: geralmente proporcionam foco em uma distância principal, podendo ser necessário utilizar óculos para determinadas atividades.
Lentes tóricas: são desenvolvidas para corrigir determinados graus de astigmatismo, quando existe indicação.
Lentes multifocais ou de foco estendido: podem ampliar a faixa de distâncias em que o paciente consegue enxergar, mas apresentam características e limitações que precisam ser avaliadas individualmente.
A escolha não depende apenas da preferência por deixar de usar óculos.
Doenças da retina, alterações da córnea e outras condições podem influenciar a indicação de cada modelo.
Mesmo com o implante de uma lente intraocular, algumas pessoas continuam precisando de óculos para ler, dirigir ou realizar atividades específicas.
Quais exames são feitos antes da cirurgia?
Antes do procedimento, o oftalmologista realiza uma avaliação detalhada para planejar a operação.
Um dos exames utilizados é a biometria ocular, que mede características do olho e fornece informações para o cálculo da lente intraocular.
Também podem ser avaliadas a curvatura da córnea, as condições da retina e outras estruturas oculares.
A investigação é individualizada, considerando doenças preexistentes e fatores que possam interferir no resultado.
Pessoas com diabetes, glaucoma ou outras condições precisam informar seus diagnósticos e os medicamentos que utilizam.
Determinados tratamentos podem exigir cuidados específicos antes da operação.
O paciente não deve suspender medicamentos por conta própria. Qualquer ajuste precisa ser orientado pela equipe responsável.
Como é a recuperação da cirurgia de catarata?
A recuperação costuma ser relativamente rápida, embora cada paciente apresente seu próprio ritmo de cicatrização.
Nos primeiros dias, a visão pode permanecer um pouco embaçada, e alguns pacientes apresentam sensibilidade à luz ou leve desconforto.
A melhora visual pode ser percebida precocemente, mas a estabilização completa pode levar algumas semanas.
Durante esse período, o oftalmologista pode recomendar colírios e determinados cuidados para proteger o olho operado.
Entre as orientações frequentemente utilizadas estão:
- Evitar esfregar ou pressionar o olho.
- Utilizar os colírios conforme a prescrição.
- Proteger o olho de traumatismos.
- Evitar atividades físicas intensas até receber liberação.
- Comparecer às consultas de acompanhamento.
- Respeitar as orientações sobre retorno ao trabalho e à direção.
As restrições variam de acordo com o procedimento realizado e a evolução da recuperação.
Quais sintomas exigem atenção depois da cirurgia?
Embora a cirurgia de catarata apresente bons resultados na maioria dos casos, como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos.
Complicações possíveis incluem infecção, inflamação importante, alterações da pressão intraocular e problemas na retina.
Após a operação, procure orientação oftalmológica imediata se ocorrer perda de visão, dor intensa, vermelhidão acentuada ou aparecimento súbito de flashes luminosos e muitos pontos escuros no campo visual.
O acompanhamento pós-operatório permite avaliar a cicatrização e identificar precocemente possíveis complicações.
A visão volta ao normal depois da cirurgia de catarata?
A maioria das pessoas apresenta melhora da visão após a retirada do cristalino opaco.
Segundo o National Eye Institute, dos Estados Unidos, aproximadamente nove em cada dez pacientes submetidos à cirurgia de catarata apresentam melhora visual.
Entretanto, o resultado depende de diversos fatores, incluindo a saúde da retina, do nervo óptico e de outras estruturas oculares.
Pessoas que apresentam glaucoma avançado, degeneração macular ou retinopatia diabética podem continuar com limitações visuais mesmo após a remoção da catarata.
A lente intraocular também pode não eliminar completamente a necessidade de óculos.
Antes da cirurgia, o oftalmologista deve explicar quais resultados são razoavelmente esperados para as condições daquele paciente.
Quem tem catarata nos dois olhos precisa operar os dois?
Quando a catarata compromete ambos os olhos, pode existir indicação de cirurgia bilateral.
Entretanto, os procedimentos geralmente são realizados em momentos diferentes.
Isso permite acompanhar a recuperação do primeiro olho e avaliar os resultados antes da segunda operação.
A ordem e o intervalo entre as cirurgias dependem da avaliação médica, do grau de comprometimento visual e das condições clínicas.
Algumas pessoas apresentam catarata avançada em um olho e alterações discretas no outro. Nesses casos, a cirurgia pode ser indicada inicialmente apenas para o olho mais comprometido.
A catarata pode voltar depois da cirurgia?
O cristalino natural é removido durante a cirurgia e não volta a crescer. Portanto, a catarata original não reaparece no mesmo olho.
Entretanto, algumas pessoas desenvolvem uma opacificação da cápsula posterior, estrutura que permanece no olho para sustentar a lente intraocular.
Essa condição é popularmente chamada de catarata secundária, embora não represente a formação de uma nova catarata no cristalino.
O problema pode surgir meses ou anos após a operação e provocar uma nova redução da nitidez visual.
Quando indicado, o tratamento costuma ser realizado com um procedimento a laser chamado capsulotomia posterior.
Se a visão voltar a ficar embaçada depois da cirurgia, é necessário procurar avaliação para confirmar a causa, pois existem outras alterações oculares capazes de provocar o mesmo sintoma.
É possível prevenir a catarata?
Nem todos os casos de catarata podem ser evitados, especialmente aqueles relacionados ao envelhecimento.
Entretanto, determinados hábitos contribuem para proteger a saúde dos olhos e reduzir fatores associados ao desenvolvimento da doença.
O uso de óculos de sol com proteção adequada contra a radiação ultravioleta é uma das medidas recomendadas.
Evitar o tabagismo, manter o diabetes controlado e adotar uma alimentação equilibrada também favorecem a saúde ocular.
Pessoas que utilizam corticoides por períodos prolongados devem seguir o acompanhamento médico indicado, sem interromper tratamentos por conta própria.
Outro cuidado é realizar avaliações oftalmológicas conforme a idade e as condições de saúde.
A identificação de alterações ainda discretas permite acompanhar sua evolução e planejar o tratamento quando necessário.
Quando procurar um oftalmologista por causa da catarata?
Se a visão está ficando embaçada, as cores parecem menos intensas ou a iluminação começa a provocar desconforto, uma avaliação oftalmológica pode ajudar a descobrir a causa.
A dificuldade para dirigir à noite, ler ou realizar atividades habituais também merece investigação, especialmente quando progride ao longo dos meses.
A catarata é uma doença comum e tratável, mas a escolha do momento da cirurgia precisa considerar as necessidades de cada pessoa.
Alguns pacientes conseguem manter suas atividades normalmente durante bastante tempo com acompanhamento e correção visual adequada. Outros apresentam limitações que justificam a indicação cirúrgica.
O diagnóstico precoce ajuda a acompanhar a evolução da doença, identificar problemas associados e escolher o tratamento com maior segurança.
A Clínica Monaretto, localizada em Montenegro (RS), oferece atendimento em oftalmologia para avaliação da saúde ocular e investigação de alterações como a catarata. Para conhecer a clínica e seus serviços, acesse o site da Clínica Monaretto ou entre em contato pelo WhatsApp (51) 3632-3671.